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REMUNERAÇÃO · DIREITO DO VIGILANTE

Periculosidade do vigilante: veja se o pagamento está certo

O adicional é de 30%. Veja uma conta simples e saiba o que procurar no seu holerite.

O vigilante trabalha exposto ao risco de assalto e violência. Por causa desse risco, pode ter direito ao adicional de periculosidade. Esse valor aparece separado no holerite e deve ser conferido todos os meses.

Quem tem direito?

A regra alcança profissionais de segurança pessoal e patrimonial que trabalham nas condições previstas para a atividade. Isso inclui, por exemplo, vigilância patrimonial, segurança de eventos, transporte de valores, escolta, segurança pessoal, supervisão e monitoramento.

O nome do cargo na carteira é importante, mas não conta toda a história. Também é preciso olhar o trabalho que a pessoa realmente faz, sua formação e o tipo de empresa ou serviço em que está contratada.

O posto precisa ser armado?

Não necessariamente. A regra inclui a vigilância patrimonial e não diz que somente o posto armado dá direito ao adicional. O risco considerado é o de assalto ou violência durante o trabalho de segurança.

Vigilante e vigia não são a mesma função. Formação, tarefas e contratação podem ser diferentes. Se a carteira diz uma coisa e o trabalhador faz outra, o caso precisa ser analisado com cuidado.

Como fazer a conta?

O adicional é de 30% sobre o salário-base. Gratificações, prêmios e participação nos lucros não entram nessa conta.

Exemplo: se o salário-base é de R$ 2.500,00, o adicional é de R$ 750,00.

R$ 2.500,00 × 30% = R$ 750,00.

Algumas convenções coletivas podem tratar de pagamentos anteriores ligados ao mesmo risco. Por isso, vale conferir a convenção da sua região antes de afirmar que há uma diferença.

Como conferir no contracheque?

Primeiro, procure o salário-base. Depois, localize a linha “adicional de periculosidade”. Faça a conta de 30% e compare com o valor pago.

Guarde seus holerites, contrato, registro da função, escala e documentos do posto. A convenção coletiva da sua região também pode trazer informações importantes.

A empresa deve ter um documento técnico que informa se o trabalho é perigoso. O vigilante pode pedir acesso a esse documento. Se houver uma discussão na Justiça, um profissional habilitado poderá fazer uma perícia.

Quais sinais merecem atenção?

Fique atento quando o adicional não aparece, quando o percentual é menor que 30%, quando a conta usa um salário menor ou quando o valor muda sem explicação.

Confira em quatro passos

Veja o salário-base. Calcule 30%. Compare com o adicional pago. Guarde o holerite. Se os valores não baterem, procure orientação.

Este conteúdo é informativo e não substitui a análise individual de uma situação concreta.